
Só
de pó
Deus o fez
mas ele, em vez
de se conformar
quis ser o sol, quis ser mar,
e ser céu... - ser tudo, enfim!
Mas nada pôde! E foi assim
que se pôs a chorar de furor...
Mas - ah! - foi sobre a sua própria dor
que as lágrimas tristes rolaram. E o pó
molhado, ficou sendo lodo - e lodo só!
Guilherme de Almeida. Meus versos mais queridos, pág. 64. Rio de Janeiro, Ediouro, 1984.
Profundos esses versos, nos faz pensar em como somos fracos, em como nossa vida é apenas um vapor que logo desvanece!!!
ResponderExcluirRealmente sem esse DEUS não somos e não podemos nada.
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