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quinta-feira, 26 de março de 2009

Somente Ele



de pó

Deus o fez

mas ele, em vez

de se conformar

quis ser o sol, quis ser mar,

e ser céu... - ser tudo, enfim!

Mas nada pôde! E foi assim

que se pôs a chorar de furor...

Mas - ah! - foi sobre a sua própria dor

que as lágrimas tristes rolaram. E o pó

molhado, ficou sendo lodo - e lodo só!

Guilherme de Almeida. Meus versos mais queridos, pág. 64. Rio de Janeiro, Ediouro, 1984.

2 comentários:

  1. Profundos esses versos, nos faz pensar em como somos fracos, em como nossa vida é apenas um vapor que logo desvanece!!!

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  2. Realmente sem esse DEUS não somos e não podemos nada.

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